Sempre esperançosa por calmarias e felicidade aceitei o convite de amigos para o famoso rock. Tudo foi bem, risadas, música e cerveja, até a presença de uma pessoa que já fez parte da minha vida não me tirou a atenção. Resisti a tentação, sorri, realmente não estava preocupada, ele tentou e continuará tentando pois afinal é que um canalha faz da vida. Canalhas tentam tudo, qualquer coisa pra eles é lucro, mesmo você só dê um "não" eles ainda saem sorrindo. Incrível como canalhas buscam a utópica liberdade, se na verdade a liberdade propriamente só quer dizer que não há vínculos, nem mesmo respeito. Essa liberdade é traiçoeira, pode virar solidão.
Enfim, resisti, tudo foi tranquilo, sem sentimentos contraditórios, daqueles que te fazem chorar de ódio quando você só quer abraçar. Levantei, fui me despedir dos amigos, ele veio se despedir, estava bem atrás de mim, virei o corpo e o beijei, na boca, e línguas. Por que fiz isso? Por quê? Se nem mesmo por um segundo naquela noite pensei nisso, pelo menos não com ele. Meu coração não acelerou, não senti o friozinho na barriga, não senti o cheiro dele, aquele beijo estava morto. Não sei o porquê fiz isso, conclui que foi apenas um mal hábito, um reflexo condicionado como ligar o interruptor mesmo quando falta luz.
beijos mortos nem sao bons... mas nos fazem acordar.... as vzs era disso que vc precisava pra se libertar completamente... sei la...
ReplyDeleteUm beijo morto me faz lembrar o quanto eu estou viva.
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